Infelizmente. Ninguém faz nada pra ninguém pelos outros, e sim por satisfação própria.
Quer que eu te prove?(Me fodi, já sei!)
Você faz um trabalho voluntário, certo? Algumas pessoas fazem para desencargo de consciência: "Sou cristão, preciso fazer boas ações para entrar no céu, blábláblá..." Tem toda uma cultura cristã por trás desse discurso, percebe? Outras, fazem por que se sentem bem fazendo trabalhando daquela forma, independente do credo, mas mesmo assim acabam no clichê cristão enraizado na sociedade, é praticamente impossível de escapar. E tem uns poucos, que trabalham voluntariamente porque sabem que aquelas pessoas realmente precisam da sua ajuda e não irão sair daquela inércia se não tiverem uma mãozinha? No caso dessa terceira pessoa, ela tá fazendo pelo outro ou por ela? E aqueles que não fazem nada, simplesmente, porque dizem que são falsos moralista e sei que lá das tantas?
As pessoas são extremamente egoístas, principalmente quando viram adultos. Poucos são aqueles que conseguem a suprema bondade de ajudar os outros por pura bondade e sem esperar algo em troca. A vida é repleta de reciprocidade, e é melhor aprender a conviver com ela. Ou vai lá receber um "Obrigada" e não dizer um "De Nada" em troca para ver se a pessoa faz algo para você de novo, haha, sentá lá claúdia.
Bem, queria poder dizer o contrário, mas me obrigo a falar a verdade.
Um comentário:
hehe, por acaso descobri seu blog, escondidinho... Não quero entrar no contexto deste seu desabafo, mas vou retribuir a gentileza de ter participado do meu blog tempos atrás.
Assim como uma "discípula" de Lacan (sim? Ou não? Ou ainda não?), considere que o Eu e o Outro estão profundamente entrelaçados, assim sendo, fazer pelo Outro também é fazer por si, pois fazemos pelo Outro quando encontramos traços do nosso Eu nele, e como nosso Eu é a representação falsa do desejo do Outro, veja como é complexa a relação. É uma bola de neve convertida em avalanche... Difícil é saber onde foi o cume da montanha, se é que entende a metáfora.
Mas há alteridade sim, não como pregam as falsas moralidades, que ocultam, como vc bem falou, desejos implícitos, mas quando um egoísta clássico, por exemplo, desprende-se de si para ajudar alguém cuja dor o tocou no âmago do Ser (provavelmente por questões projetivas), isso já é alteridade. Caso ele queira entender melhor o porque desprendeu-se de si para assim perpetuar esse gesto nobre, basta entender o fenômeno que aconteceu: o por que daquela pessoa em especial, ter mexido com ele a ponto de ter alterado sua zona de conforto. Há uma razão e porque não ampliá-la? Entende?
Por um mundo pais próspero, unido e sincero, antes de mais nada, o auto-conhecimento.
Gostei dos desabafos ^^
ABÇ
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