domingo, 26 de dezembro de 2010

Declaração de amizade.

Pepa,
Você é uma das pessoas que eu conheci por causa do encontrão e me apaixonei a segunda vista, já que você não era uma das pessoas que eu simpatizava de cara (você me dava muitos foras e sim, existe amizades a segunda vista se você não sabe). Mas aí você me conquistou com as suas viagens e seu jeito descontraído e sério quando necessário. Da mesma forma aconteceu com você em relação a mim, tenho quase certeza...Só sei que hoje eu posso dizer que construí com você um negócio chamado amizade, aos poucos, exatamente do jeito como deve ser, devagar, silenciosa, sem muito alarde(somente na hora dos encontros) e declarações explícitas, mas nem por isso deixou de ser repleta de carinho, cumplicidade e verdade.
Obrigada, Deus, por me fazer conhecer essa pessoa tão especial que você é,e por ser sua amiga. Obrigada a você por abrir meus horizontes e me mostrar que o mundo é bem maior do que a minha humilde cabecinha.
Pra finalizar, aquele clichê: E sempre que precisar de um silêncio amigo eu vou estar aqui. Nunca hesite em me chamar, muito menos em ser sincero comigo, também serei sincero com você. Declaro a você minha eterna amizade já que sou responsável pelo que cativei.
Amo você!


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Homo socius

 Nela existia uma angustia descomedida. Virgínia, descobriu a impotência da sua independência quando percebeu que nenhum ser conseguiria ser onipotente em relação a ser independente, o que existia eram lapsos de independência. Havia pequenos momentos na vida em que ela conseguia não depender de ninguém, porém nos demais, apesar de não aparentar, ela dependia de alguém sim, até por que o ser humano por mais que não queira é um ser sociavel que receia a solidão e necessita, de no mínimo um dos extremos: viver em situação de bando ou com apenas mais um da sua espécie, até porque longe do seu contexto natural ele tende a voltar a ser um homo sapiens e não um homo socius, como é hoje. E, se tinha uma situação, que Virgínia não poderia suportar era a de retorno ao estado primitivo, uma mulher como ela que conseguira atingir o "ápice da independência" não concebia isso em sua mente.
Assim, para se livrar dessa ansiedade por coisa alguma, Virgínia, se meteu em uma balada sozinha- "viveu em bando" bebeu todas, pegou o homem que todas ansiavam, e voltou para casa as cinco horas da manhã em plena sexta-feira. Seu final de semana começou na quinta-feira, as vinte e uma horas e só terminara no domingo as 21 horas assistindo Pânico na TV, sozinha em casa como em outras vezes. Não adiantou nada ela ter feito tudo que fez, no final a inconstância sempre voltava e ela ficava sem saber como contornar isso dentro de si.
Muito ingênua, Virgínia desconhecia um dos milhares de segredos da vida: por mais que a situação de bando seja maravilhosa em alguns momentos, na maioria deles, não é ela que conforta os seres humanos, e sim a companhia de pouquíssimas pessoas que nos faziam felizes em sua plenitude.

A partir desse dia, Virgínia resolver voltar para a casa dos pais.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"Nunca quis ser horário para ninguém; não consigo corresponder a nenhuma necessidade. Hoje mais ainda - não quero ficar como uma mímica, uma maluca ao longe, forçando caras e gestos, para lembrar alguém qual é meu filme preferido, ou o que espero de presente de Natal."
Minha querida Fernanda Young sempre dizendo as minhas verdades, Obrigada.

domingo, 8 de agosto de 2010

Liberté.

Talvez, de todos os seus desejos, o maior deles era o de liberdade. Virgínia prescisava se desprender de tudo aquilo que a prendia àquela circunstância.
Para muitos jovens como ela liberdade significava ter carro e dinheiro, outrora liberdade significara amor pela pátria, assim teria-se que lutar pela sua independencia. Os anseios dos jovens em relação a liberdade vão diminuindo com os anos e com Virgínia isso não era diferente: liberdade para ela era se desgarrar do pensamento fixo em Fernando, daquele homem que antes era o seu referencial de amor.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Uma súplica.

Lê-se MANIA como:  sf (gr manía) 1 Med Desordem mental caracterizada por grande atividade psicomotora, excitação, exaltação e instabilidade da atenção. 2 Modo excêntrico de pensar. 3 Extravagância. 4 Esquisitice, excentricidade. 5 Mau costume. 6 Desejo imoderado e caracterizado por teimosia. 7 O alvo desse desejo.
Existem mil e uma manias pelo mundo, como por exemplo: cuspir, olhar para trás a cada cinco minutos, estralar os dedos, tique-nervoso nas pernas, arrumar alguma coisa direto, de escrever o próprio nome, de cortar arrancar o próprio cabelo, de namorar...entre muitass, entretanto nenhuma delas é mais irritante do que a que incrível mania de reclamar de tudos e de todos sem motivo algum, além de só especularem e não fazerem absolutamente nada para que o que incomoda deixe de incomodar. Puta que pariu! Vai se foder!!!!!! De que vai adiantar você ficar especulando a cada cinco minutos que se está fazendo Sol que deveria fazer frio porque calor é um inferno, ou então se tá um pouquinho frio deveria fazer sol, porque frio dói. Faça-me um favor:vá à merda, mas vá com vontade de ir! Porra, se você vai reclamar de alguma coisa...reclame de algo que tem sentido reclamar, que faça por onde você reclamar. Comentar que está quente demais é uma coisa, agora ficar falando disso direto é irritante e totalmente desnecessário. Não desgaste sua saliva nem meus típanos reclamando do nada, por favor! 








Post Scriptum 1: À todas aquelas pessoas que insistem em reclamar compulsivamente eu desejo que a tal reclamação tenham uma ocorrência na vida de vocês cem vezes mais para que assim vocês verdadeiramente sofram com essa dor lastimável a qual pertuba a vossa alma.
Post Scriptum 2: CALA BOCA, INFELIZ DOS INFERNOS E PÁRA DE RECLAMAR, PORRA!!!!!!!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Virgínia atingira, naquele instante, o que Fernanda Young chamaria de "estado terminal alcançado pela desvalorização de um grande amor" o que viesse depois era lucro.
 

Ou não. Naquele instante, Virgínia era aquele ideal de mulher independente na vida amorosa e profissional que causava inveja a todos. Todavia, no seu interior isso não se afirmava com tanta convicção quanto a aparência demonstrava, ou seja, dentro do seu eu-lírico ela ainda continuava confusa a cerca das suas decisões, sem saber ao certo o que a esperava, assim, como uma forma de postergar a arrumação interna, Virgínia passou a procurar nos bares e boates mais badalados de Brasília alguém que fizesse isso por ela.
Sempre que saía, era assim: bebedeiras, danças extravagantes, as vezes, alguns beijos, ressacadas intermináveis e nada de sexo, como ela não pretendia , ao contrário do que se pensava, ela ainda não conseguia transar casualmente com ninguém, até tentava, mas não conseguia, Fernando de alguma forma ainda se fazia presente na sua vida e transar pensando no ex não era um tanto broxante.
Provavelmente, isso ainda acontecia pela forma na qual o namoro tinha tido término. Em um belo dia, Virgínia acordou mais cedo do que o normal, pegou todas as coisas que eram dela que estavam no apartamento de Fernando, o acordou e disse que tudo tinha acabado, que ele não a procurasse mais, nem falasse mais com ela, a não ser por educação quando a situação exigisse, caso contrário, eles praticamente não se conheciam mais. Fernando ficou sem entender o que significava aquilo, pensava que era alguma brincadeira, já que era totalmente descabida uma reviravolta daquelas, até porque na noite anterior sexo e amor tinham entrado na mais perfeita comunhão novamente,mas, infelizmente, não era nenhuma brincadeira, Virgínia estava falando mais do que sério naquela hora, se ele não tinha entendido as suas indiretas durante um ano era porque não queria mais, simples. Ao ver que não era brincadeira, Fernando perdeu as estribeiras, chorou desesperadamente, ligou para os amigos chamando para beber em pleno domingo de manhã, ligou para ela embriagado e o celular dela, previsivelmente, desligado, e permaneceu nesse estado mórbido durante uma semana, na seguinte, ele voltou para a faculdade porém, permaneceu inerte a tudo o que acontecia, ainda mais, quando via Virgínia passar radiante pelos corredores, aparentemente, como antes de conhecê-lo. Ele dava a vida por um último beijo, era o seu último desejo.

domingo, 4 de julho de 2010

Virgínia tentava desesperadamente reencontrar aquele homem que conhecera no princípio, ela necessitava daquela ilusão, aguentar o verdadeiro Fernando era duro demais pra ela. O seu desafio estava lá, todos os dias.
(...) Até que o fardo bateu a sua porta. Cansada, não havia outra palavra que definisse melhor o estado no qual Virgínia se encontrava. Para se livrar daquele estado de quase conseguir seus objetivos quanto ao desafio de conquistar Fernando, ela o largou. O "quase" a enlouquecia, submeter-se àquela situação humilhante era demais para uma jovem universitária do curso de Ciências Sociais da FGV. Ao passar pelos  corredores da faculdade todos se perguntavam de onde vinha aquela beleza tão rara que fazia presença naquela criatura independente, sedutora, ingênua e inteligente ao mesmo. Um paradoxo de qualidades e defeitos se fundiam nela e isso a fazia ser não só uma mulher, mas, ser Aquela Mulher,  a qual todos os homens queria ter na mesa e na cama, como também todas as mulheres almejavam ser.
Assim que Virgínia se deu conta do seu poder e da sua grandiosidade resolveu deixar Fernando. Ele não a merecia, e não era porque ele tinha tirado a sua virgindade e a feito se deparar pela primeira vez com aquela ilusão de amor- fácil perceber agora que passou a analisar aquele relacionamento como espectadora-  que ela iria continuar se humilhando. Desde a Revolução Sexual, as mulheres não estão mais obrigadas a submissão, não que elas estivessem antes obrigadas, mas o mundo, após este acontecimento, se deu conta da importância do gênero na sociedade e quem se permitisse a essa estupidez só podia ser uma analfabeta.
Sexo, Amor, Transa... Isso não era motivo para que Virgínia continuasse com Fernando, afinal, ele não era o único homem do mundo que possuía um pênis capaz de lhe proporcionar orgasmos estonteantes, outros poderiam fazer isso perfeitamente. Ela tinha o homem que quisesse em suas mãos... e, agora, melhor ainda...ela estava suficientemente madura para transar sem sentimento, simplesmente por prazer carnal, por uma noite apenas. Isso a fazia tão semelhante aos homens, quer dizer, superior a eles, já que ela agora era uma dissimulada sem-vergonha, que, talvez, ela mesma viesse a quebrar alguns corações daqui para frente!Virgínia atingira, naquele instante, o que Fernanda Young chamaria de "estado terminal alcançado pela desvalorização de um grande amor" o que viesse depois era lucro.




Nessa briga de leões, que vença o melhor...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

todos deixam depoimentos dizendo o quanto seus melhores amigos são especiais, sejam com frases feitas, frases de festas que marcaram, ou textos imensos dignos de serem lidos. Mas, nem sempre, as pessoas sabem realmente o que a amizade significa.
Amizade é a mais bela expressão do amor em que a competitividade não tem vez, todos são iguais mesmo com as diferenças visuais, pois elas permitem que a essência de cada pessoa aflore fazendo com que as pessoas se aproximem por afinidade e não por aparência. Homem, mulher, adulto, criança, negro, pobre, rico, homossexual...todos são iguais porque o amor se faz presente. É o sentimento que te permite formar uma família.
Porém, muitos não sabem por que o amor permite essa igualdade. Isso só acontece por que Deus que é a expressão máxima do amor e ele se doa a cada um de nós por inteiro, como se não houvesse nenhum outro. Os homens brincam de deus ao querer planejar o futuro, assim como quando cultivamos um sentimento de amizade por outra pessoa: doamos-nos a ela de uma forma tão inteira que ela se torna única para nós, chamamos essa pessoa de especial e lembramos dela pro resto da vida, perdemos horas de sono para ajudá-la se for preciso, para vê-la feliz e a perdoamos por mais que ela nos magoe trinta vezes, já que a amamos.
Deus cultiva por cada um de nós um sentimento de amizade único no mundo, por que Ele é perfeito e nunca irá nos decepcionar(poderá tardar pra te fazer feliz, mas não falha), move céus e terras pra nos ver feliz. A maior prova do seu amor é ter enviado Jesus para nos salvar. Ele se permitiu a forma de homem para ficar mais próximo de nós... para que nas horas de aflição Jesus possa apertar a nossa mão para assegurar que tudo é como deve ser.
e onde não há competição, são todos iguais independente das diferenças: homem, mulher,adulto, criança, n tem etnia, sexualidade. É o sentimento que te permite formar uma família.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Preciso dizer que Te Amo.

As incertezas aumentavam em seu coração, Virgínia não sabia ao certo como descrever as sensações que vivia, estava num beco sem saída com os braços atados sem poder melhorar a situação na qual se encontrava. Era deprimente vê-la assim, uma bela universitária no seu segundo ano de faculdade estava atrelada a um ogro estranhamente apaixonante do último ano que já tinha muita experiência quanto as mulheres da universidade.
No início- tal como em todo romance-, Fernando tinha lhe feito mil promessas de amor desesperadas, escrevia-lhe poemas, cartas, textos em seu blog, mandava-lhe flores nos primeiros aniversários de namoro, a levava para jantar a luz de velas, chegando ao ponto de fazer a peripécia de cantar a música... tudo em sua vida girava em torno daquele amor que confundia as certezas que possuía passando a ter, naquele momento, apenas uma certeza: a de que não queria perdê-la sob hipótese alguma. Todavia, era apenas naquele momento que essa certeza contorceu a sua cabeça, depois que teve a certeza de que Virgínia estava nas suas mãos, ele não se importou mais com isso, ela já era sua mesmo. Nesse momento, o controle sobre o relacionamento se perdera, nenhum dos dois sabia qual era o seu papel naquela encenação. Virgínia tentava desesperadamente reencontrar aquele homem que conhecera no princípio, ela necessitava daquela ilusão, aguentar o verdadeiro Fernando era duro demais pra ela. O seu desafio continuava firme, todos os dias.

http://www.youtube.com/watch?v=nVOwiuMnHp4

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Era pra ser romântico...

                                                                              

Cansada. Definitivamente era essa a palavra de ordem do dia de Virgínia que não aguentava mais aquela insconstância dos dias. Um dia ele disse que a amava com toda a paixão que cabia ao momento: beijos, abraços e carícias incansáveis. Naquela noite sexo e amor entraram na mais bela comunhão. Romântico e ao mesmo tempo grosseiro, Fernando conseguia fazer com que Virgínia se derretesse em seus braços em cinco minutos, com poucas palavras e apenas alguns olhares. Ele era um exímio galanteador.
No dia seguinte, ele acordara cedo como sempre para ler os milhões de jornais de praxe e envolvido com as notícias entre as relações diplomáticas do Brasil com o Irã esquecera de acordar Virgínia de seu sono. Ela acordou atrasada, puta da vida com desleixo dele para com a sua pessoa, assim, foi reclamar com toda a raiva que expelia do útero com seu amado, e ele a respondeu com aquele seu velho ar de deboche:
- É interesse de quem acordar mais cedo?
Virgínia ficou ainda mais puta da vida. Depois dessa reposta saiu como um furacão, bateu a porta do escritório com toda força que possuia. Não acreditava que Fernando podia tratá-la com tanto descaso depois da noite anterior. Era um absurdo. O que custava acordá-la? NA-DA! Não custava absolutamente nada ele ir ao quarto acordá-la. Ela não queria beijinhos, carícas, muito menos café-da-manhã na cama, já que sabia muito bem que isso era pedir demais dele. Dois minutinhos bastava. E o pior, ele sabia que ela não podia perder aquela entrevista de emprego sob hipótese alguma e ele  lendo os jornais. Ela só queria se sentir cuidada. Agora, já não adiantava mais ficar reclamando, precisava correr, estava atrasada.
Durante o caminho para a entrevista de emprego, no carro, Virgínia foi pensando como Fernando podia ter sido o perfeito amante na noite anterior e, em seguida, um ogro ridículo.
Sua visão de virgem apaixonada não conseguia ver que para Fernando a noite anterior tinha sido a noite anterior, hoje era outro dia, ele tinha voltado a ser quem era antes dela. Para conseguir o seu amor, Virgínia teria que consquistá-lo todos os dias até ele ver que ela não desistira dele, até ele ver o que é o amor, por isso que na noite anterior sexo e amor tinha entrado na mais bela comunhão: ele tinha feito sexo, ela amor.
E iria ser assim, sempre, até o dia em que Virgínia conquistasse Fernando, já que ela já estava totalmente entregue aos seus galanteios. Esse era o seu desafio.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sabe aquela sensação de que precisa de cuidados?Essa mesmo!Aquela inconstância que nos amedronta e nos deixa inquietos. É o vazio que assola as almas nas noites monótonas de chuva, o qual faz as pessoas se debruçarem nos edredons atrás deum aconchego, imaginando que um edredon irá resolver o vazio de seus corações. Iludidos.

Quando é que as pessoas vão perceber que a alma só se preenche com um beijo de mãe quando se dorme, uma reza sincera ao anjo-da-guarda e um amor eterno e raro de se achar? Quando? Até quando as pessoas vão buscar nas outras o que elas tem e não o que elas são? Até quando as pessoas vão ser hipócritas em dizer que estão atrás do ser e não do ter? Até que ponto vale a pena lutar pelo dinheiro? E só pelo dinheiro? Até quando você vai ficar parado esperando que o mundo se curve aos seus pés? Até quando as pessoas irão em busca de um amor por carência e não por uma necessidade de um companheiro?  Até quando vamos só falar e não agir? Até que ponto a ilusão é melhor do que a verdade nua e crua? Até quando vamos ficar cantando "é preciso amar as pessoas como se não houvessem amanhã..." e não vamos amar como se não houvesse amanhã? Até quando vamos dizer "Não diga eu te amo em vão" e não vamos dizer que amamos aqueles que realmente amamos? Até quando a quantidade de incertezas que paira sobre as nossas cabeças serão maiores que as certezas? Até quando?

Responda-me, por favor!  
É só isso que eu te peço, nada a mais nem a menos. 

O milagre que esperei nunca me aconteceu, quem sabe só você pra trazer o que já é meu...



domingo, 23 de maio de 2010

Podemos mais.

Esta palavra esperança, com maiúscula ou sem ela, o melhor é riscá-la do nosso vocabulário. Só os exilados e os desterrados que se conformaram com o desterro e o exílio a devem usar, à falta de melhor. Dá-lhes consolo e alívio. Os não conformados têm outra palavra mais enérgica: vontade.
“Esta palavra esperança”, in Deste Mundo e do Outro, Editorial Caminho, 7.ª ed., P. 153
(Selecção de Diego Mesa)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

chama minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar:






quinta-feira, 13 de maio de 2010

                                          "Durma, medo meu"

          Acordou radiante de felicidade. Tinha tido na noite anterior uma conversa que a deixou animada, disposta a quebrar todas as regras e mudar o certo ou o errado, que seja, o que ela estava fazendo não a satisfazia mais. Precisava urgentemente de um BUM! E teve, mas somente naquela noite. Assim que acordou realmente pra vida viu que tudo não passava de uma felicidade fictícia, portanto, fugaz. A rotina voltou ao normal, as janelas continuavam fechadas, ela continuava gelada por dentro, nada tinha realmente mudado. Porém, diferentemente de antes, ela possuía um desejo de mudar. Se essa mudança vai ocorrer ou não, se vai dar certo ou não, se é certo ou não...não importa, ela tinha que continuar. E continuou.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Carpe Diem

"Há uma geração, Pinin, que perdeu o entusiasmo de viver. Eles não conseguem encontrar nas esquinas do dia-a-dia o punhado de aventura que é necessário para colorir a vida. Pagam qualquer preço para se envolver numa história que lhes dê a ilusão de fazer parte da História." (- Contardo Calligaris em O Conto do Amor)

Nos dos meus posts eu citei o quanto elogios extremamente altruístas me incomodavam, sendo este comentário fruto de uma fase em que as pessoas andavam me elogiando demais até e eu sempre me perguntei como as elas viam em mim tantas qualidades em meio aos meus fortes defeitos. Agora você se pergunta aonde eu quero chegar com essa baboseira e o que o trecho que eu coloquei acima tem a ver com isso, né? Certo, compreendo perfeitamente a sua pergunta...calma, irei respondê-la.

É o seguinte, eu acabei de ler esse trecho em um blog e fiquei pensando: Cara, eu não sou assim. A grande massa perdeu a vontade de se doar a vida com os dez dedos da mão, preferem a ilusão, uma maquiagem que tem que ser feita todos os dias -por uma estranha necessidade de se explicar a sociedade- a se doar a realidade em preto e branco e, aproveitar os poucos instantes em que podemos 'Desenhar um sol amarelo'. Eu, pelo contrário, prefiro a realidade e 'Se um pedacinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, num instante imagina uma linda gaivota a voar no céu' .

Talvez, muitos me admiram por ser dessa geração sem entusiamos de viver e não querer seguir esse padrão, por saber viver e dar valor a vida.

Então, se você quer viver a vida com todas as letras fique disposto a fazer a diferença e veja belezas não só suas, mas, principalmente, as belezas sutis de todos os dias. Aproveite cada segundo. Chore! Derrame todas as lágrimas possíveis enquanto estiver triste para que no segundo depois o sorriso aflore com todo o fascínio que ele proporciona. Enquanto a maioria chora diante dos fracassos, grite sua indignação. E, perceba alegrias nas tristezas. A sociedade é muito chata, seja um idiota. Você será idiota naquele segundo, enquanto eles serão a vida inteira porque não a aproveitaram como deveria.
Por fim,

"A vida está nos olhos daqueles que sabem ver" (Gabriel Garcia Márquez)

















ADRENALIIINAAAAA, WWOOOOOOOOOOOOW!

terça-feira, 6 de abril de 2010

quem é você no jogo do bicho?

Chega uma hora que a rotina não faz mais sentido. Chega que as surpresas diárias acabam. Chega uma hora que a palavra Permanecer não nos atrai mais. Chega uma hora que que perdemos forças para a realidade e entregamos as cartas. Chega uma hora que os fortes tornam-se fracos. Chega uma hora que nada nos chama atenção, estamos inertes ao mundo. Enfim, coisas que normalmente nos surpreenderiam podem vir à tona e permanecermos indiferentes a tudo isso. Ou seja, estamos anestesiados diante do mesmo. Nada nos incomoda, nada nos acalma, nada nos enobrece, nada nos faz rir ou chorar.
Então, recorremos às religiões ou à ciência, ...a qualquer coisa que nos dê uma solução. O desespero aflora. O comodismo passa a incomodar. Temos consiciência do que fazer, mas nos faltam forças..Mas, novamente chega uma hora, que nada disso consegue nos dá a solução, e aí..Qual é a solução?
Anne Frank em seu diário diz que em meio ao desespero muitos se confortam pensando assim: "Pense em todo o sofrimento que há no mundo e agradeça por não fazer parte dele" Mas, o conselho dela é: "Saia, vá para o campo, aproveite o sol e tudo que a natureza tem para oferecer. Saia e tente recapturar a felicidade que há dentro de você; pense na beleza que há em você e em tudo ao seu redor, e seja feliz."
Confesso, que antes de ler o diário dela, eu pensava sempre na primeira opção. Acreditava que se pensássemos o quanto nosso sofrimento é pequeno diante do mundo, resgataríamos a força pra viver de novo. Porém, descobri que chega uma hora(de novo e novamente) que esse pensamento não nos oferece mais abrigo e temos que recorrer a quem realmente somos, porque não há mandinga, ciência ou religião que nos traga vontade diante da realidade dos que nós mesmos. Agora, retomo ao que foi dito no post anterior, mas agora trago uma nova indagação: será se nós sabemos quem realmente nós somos?


http://www.youtube.com/watch?v=asMu1eDsnGo

quarta-feira, 17 de março de 2010

errar, saber, arriscar, conseguir.


"Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
(...)Já conheço as pedras do caminho..."
(Retrato em Branco e preto - Chico Buarque)



 Todos nós sabemos muito bem o que fazer para conseguir os nossos desejos. O que vem ao caso é: já conhecemos os passos dessa estrada, sabemos os erros os quais vamos cometer ao seguirmos por ela, assim como, dos deslizes que irei cometer, do insucesso que vou alcançar, que no final vamos ter noção dos nossos erros e acertos, assim, batemos a cara na parede, machucamos a cabeça, choramos até não querer mais, dizemos que nunca mais vamos cometer o mesmo erro de novo, ficamos dias nos escondendo das pessoas, começamos a próxima etapa de cabeça erguida dizendo que dessa vez vai ser diferente, que não vamos persistir no erro, que dessa vez vai dar certo. Então, começa essa nova etapa, porém, nada muda. Tudo está igual. Os erros que cometemos são os mesmos de sempre. Não nos focamos na nossa força de vontade, parecendo até que não nos lembramos do quanto doeu aquela pancada. Mas, a gente sabe que doeu e muito. Sabemos que se continuarmos a repetir o passado o resultado será o mesmo, o fracasso, o choro, a dor, vergonha, humilhação dessa vez se multiplicarão por dois, três, ou quatro vezes(dependendo da situação de cada um). Sabemos também, que persistir no erro é burrice, como também, que burro, nós não somos. Então, por que insistimos em persistir no erro?
Talvez, porque o medo faz moradia em nós. Acredito que essa seja a resposta mais convincente para isso. Preferimos persistir no erro a arriscar só por que não sabemos o que  nos espera na outra estrada, o medo do incerto toma o lugar da coragem. Bendita prudência egoísta que nada arrisca... Coisa de brasileiro, ser conservador. O brasileiro, realmente, não desiste nunca(de persistir no erro!).
É nessas horas que eu tenho raiva de ser brasileira, se eu fosse americana, japonesa, koreana, finlandesas... Não tinha essa besteira de ser conservadora. Apostaria mais no novo, incerto, brincaria com a sorte, ousaria mais facilmente. Tudo em nome da vitória, em nome da honra. E se a batalha não for vencida, derrotados eles não saem, porque eles perderam hoje... amanhã é outro dia. A luta continua até mesmo quando não há mais chance de vitória, a esperança continua acessa neles no meio da escuridão, porque a honra não os deixa sair da batalha derrotados. E quando saem fracassados, na próxima batalha,  a força de vontade para fazer diferente, mudar para melhorar, de saírem vitoriosos é muito maior do que o medo de perder. Afinal, não há nada mais deprimente do que ser derrotado pelo medo, ou melhor, pela falta de coragem. É humilhante, desprezível, chega a dar nojo...!
É agora que retorno ao início deste texto. Sei muito bem o que fazer e o que não fazer para conseguir, ou não, os meus anseios. Provavelmente, você também sabe. Mas, a questão é porque não usamos essas fórmulas para alcançar nossos objetivos? Por que insistimos no erro? Por que permanecemos nessa estrada que não nos leva caminho nenhum? Que dói cada vez mais que nos machucamos, justamente por sabermos o caminho certo e insistirmos no errado. Porque nos esquecemos do que nos mantém de pé todos os dias de manhã, dos nossos valores, princípios, de levantar pela manhã e dizer a nós mesmos que aquele será um novo dia, do por que você quer aquilo( ou se desprender disto), do quanto faz mal a dor da derrota.  E, ao dormir, também nos esquecemos de fazer um exame de consciência e analisarmos o que foi bom no nosso dia para podermos repetir e do que foi ruim para extrairmos da nossa vida. Todos os dias nos esquecemos de quem somos, porque merecemos gastar o oxigênio da Terra, dos nossos sonhos adormecidos...Se nos lembrássemos de quem somos todos os dias, provavelmente, o novo não nos soaria estranho, uma vez que teríamos coragem de arriscar, coragem vinda de nós mesmos, portanto, com mais força, verdade e vontade, assim, o sucesso seria apenas uma conseqüência( não quero excluir a possibilidade da derrota, ela também existe, e, caso ela aconteça, antes dormir arrependido do que na vontade).

domingo, 7 de março de 2010

Aprender

Definitivamente, estresse foi a palavra que regiu a minha semana. Tudo estava indo bem demais, eu estava esbanjando alegria. Mas, essa semana resolveu quebrar esse apogeu de alegrias e colocar meus pés na realidade. Tudo que eu não queria que acontecesse aconteceu. E, como um terremoto, abalou completamente as minhas estruturas, destruiu a minha base, cortaram minhas pernas sem pena. Contudo, eu precisava disso. Me sinto culpada por sentir tanta alegria, nostalgia, euforia -já que acredito num conceito de felicidade global: ou ela existe para todo mundo, ou ninguém a tem -...enquanto muitos sofrem um verdadeiro avalanche de terremotos sobre as suas vidas. Porém, prefiro ver a vida sobre a ótica de que nada acontece por acaso. Eu precisava rever meus conceitos, meus credos, as promessas que fiz a mim mesma, não as estava cumprindo. Estava fazendo as coisas que mais condeno: sendo controversa, queimando a minha língua. O teatro da vida abriu as portas para que essa fosse a minha vez de aprender, e, se Deus quiser, eu não vou deixar essa chance escapar. Uma chance dessas sempre nos aparece quando nossas pernas são cortadas. Deixar essa oportunidade escapar é tolice. Amanhã pode ser tarde demais para reverter agora, estamos no século XXI, as palavras agora, hoje, presente o regem, assim, deixar para crescer amanhã, ou depois, pode ser tarde demais, talvez, não haja tempo para reverter o caos. Mas, mesmo tarde, ainda é tempo de amadurecer("antes tarde do que nunca"), pode ser que você não possa reverter o quadro, todavida, nunca será tarde para se fazer um novo começo.


 Obrigada, meu Deus, por essa semana estressante, eu aprendi.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pensamentos avulsos

1. Sacrifício? Por que pra se alcançar um sonho eu tenho que deixar algumas prioridades da minha vida de lado? Na minha concepção, isso não se encaixa de forma alguma, inimaginável. Eu quero um sonho, certo? Mas, porque para alcançá-lo eu vou ter que deixar de fazer o que eu acredito como certo? Se for pra alcançar um sonho não sendo fiel ao que eu acredito, deixa de ser sonho e passa a ser meta, o que não é a mesma coisa. Sonho envolve o lado romântico da coisa sabe... valores, princícipios, fé, verdade, vida, destino, felicidade. Meta é algo mecânico, pré-determinado, calculado, frio, desanimado, escolha, não fascinante. O sonho cativa, enobrece as escolhas, ele é quem sorri pra você. Percebe o encanto que ele proporciona? Pronto, espero que sim, se não..finja, só assim vai entender do que eu to falando). Pois bem, se o sonho é romântico, logo se relaciona com amor- o que é indescritível, já que não posso limitar o amor às palavras, elas nunca alcançariam a sua imensidão-. Assim, não envolve o sacrifício de algo, já que eles( o sonho e o amor) se realizam e acontecem, por sí só.

2- Esqueci qual era a outra coisa que se passava pela inha cabeça enquanto escrevia a primeira indignação=problema!

3- Sou fotofóbica, quase um mórcego, já que minha pele também não gosta muito do sol.


4- Como é que uma pessoa escolhe forró universitário(garota safada, aviões,cavaleiros) para escutar em casa, tipo, filosofando com a música? A maioria delas são vazias, só servem pra animar a galera num show
¬¬

5- Que merda que eu escrevi no primeiro tópico! Viagem da porra!

6- Lembrei do que ia escrever no segundo tópico. Faz referência ao meu incômodo quando algumas pessoas me elogiam demais, não sei por que me sinto muitíssimo incomodada. Não me acho à nível de certos elogias, são muito altruístas, parece até que eu sou mulher-maravilha, sendo na verdade, uma pessoa bem longe de algo tido como o ideal. Pode ser frescurite minha, mas me incomoda, entretanto, isso não quer dizer que eu não goste de elogios nem sinta minha auto-estima elevada com eles, mas é porque tudo demais enjoa.

7- "Tudo demais enjoa". Essa frase me define muito. Não gosto de mesmice, comida igual todo dia, todo mundo se vestindo igual, maquiagens iguais, músicas que todo mundo ouve, pessoas iguais. Ou seja, tudo que envolva mesmice, homogeneidade, rotina gera uma verdadeira respulsa à minha pessoa. Isso não quer dizer que eu não anseie por uma sociedade igualitária, correta, justa.

8- Escrever reakmente me faz bem, não sei porque.

9- A música que eu estou escutando agora me lembra um amigo meu quando tá falando da semi-namorada dele e diz: "to apaixonado".  (Só pra saciar a curiosidade de vocês a música é I don´t to know what love is - Mariah Carey)

10- Vou tomar banho que o suor está dando o ar da graça...eca!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

carta de amizade.

Mari,
Não sou muito boa com as palavras iguais aos seus livros de literatura, mas espero conseguir exprimir aqui um pouquinho do que é amizade pra mim e tentar agradecer de uma forma não muito eficaz, mas de coração.
O destino quis que eu fosse sua amiga, estou cumprindo meu papel, só isso. Não me agradeça por nada, só estou fazendo a minha parte, só estou fazendo o que todos deveriam fazer quando se dispõe a ser amigos: cuidar, acolher, abraçar, sorrir, brincar, conversar, filosofar sobre o nada, chorar, aprender e crescer junto, apoiar, ser verdadeiro, ser cúmplice, dançar 'é o tchan', olhar nos olhos, escutar, se entregando ao outro da mesma forma como gostariam que se entregassem a você. Se colocar na situação do outro e, assim, compreender e ver os fatos sobre outra perspectiva. Depositar fé no improvável, mesmo que, às vezes, da boca pra fora. Eu realmente estou aqui para o que der e vier aos meus amigos, isso eu não digo da boca pra fora, de forma alguma, todos sabem disso muito bem. Estou cumprindo meus ditos, minhas frases meia-boca, as promessas que fiz a mim mesma. Estou sendo amiga, isto é, estou amando, porque amizade é a mais bela, indiscriminada e incrível forma de amor. Ela não pergunta idade, etnia, sexualidade, vergonha, gosto, tribo, lugar, personalidade...somente se existe afinidade e vontade de amar sem reservas. Por ora, é isso o que eu tenho para dizer por hoje, provavelmente se eu escrevesse isso amanhã não seria com essas palavras, mas, uma certeza eu tenho: o sentimento vai ser o mesmo sempre, a amizade vai ser sempre a mesma. Posso mudar a forma de falar, os gestos, os gostos, os amigos...porém, os meus braços abertos para te acolher nas alegrias e tristezas ainda vão ser os mesmos. Por fim, só te peço um favor: ' – Não faça isso. Nunca se machuque. Nunca mais faça isso. Deixe que os outros vão fazer isso por você.' Eu Amo Você! Tati.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

continuando....Sonho Secreto.

(..)não existe nada mais gratificante do que fazer o outro feliz...

Por que toda vez que venho aqui..me faltam palavras?Poxa, eu queria colocar aqui tudo o que eu to pensando, tem cada coisa linda se passando na minha cabeça, e eu pronta para esboçá-las aqui,de repente, desaparece. Me faltam palavras para descrever sentimentos, retratos tirados pelos meus olhos. Eu tinha tanto a dizer..Mas, as palavras fogem como que estivessem fugindo de um assassino de filme de terror. Que coisa! Não sou nenhuma psicopata. Só queria desabafar, gritar pro mundo minhas vontades. Sinto essa necessidade que me vem do nada como que uma barata voadora que do nada entra na nossa janela e do nada vai embora sem dizer tchau. Por que tem que ser assim? Queria abraçar as palavras comigo e nunca mais soltá-las. E se eu pudesse ter um super-poder seria o de escrever, porque não há nada mais belo do que esmerar em palavras sentimentos, amores, conflitos pessoas, criar casos e acasos com personagens dos mais normais aos mais mirabolantes. Não seria brilhante?Ah..como eu queria! Ah, como eu vou ter esse super-poder!