sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"Boa sorte, pequena garotinha, a sua mãe é você mesma." Fernanda Young



Sabe aquela história: " de repente, você cresce não é mais a queridinha da vovó, não é mais a princesinha do papai e até o bicho papão te abandona." pronto, agora, exatamente, agora, neste minuto,nesta hora, acabei por me dar conta que isto está acontecendo comigo. Tudo o que eu faço, tudo o que eu deixo de fazer de uns tempos pra cá, tem sido único e exclusivamente por mim mesmo. Já passei da fase do fazer algo para agradar alguém. Agora, tenho que fazer algo para me satisfazer como pessoa, uma vez que estão pouco se importando do que eu faço ou deixo de fazer, agora a única pessoa interessada nos resultados que eu obtiver sou eu mesma, se foi bom ou ruim, os outros não estão nem um pouco se importando, o problema agora é único e exclusivamente meu. E é exatamente nesta hora que me vem a pergunta: será que isso é produto do somatório revolução técnico-científica com individualidade exacerbada do mundo moderno, cada um por sí e ninguém por todos, ou eu estou virando gente grande? A vida é uma correria, ninguém pergunta mais se você está bem- eu estou falando de perguntar quando se está realmente interessada, não aquele:"-Oi,tudo bem?Tudo e você?Tô bem.Ei tchau!- o elevador fecha-se." Questionamentos à mil me vem a cabeça. A resposta eu não sei. Pode ser os dois, quem sabe?! Mas, analisando bem, isto tudo pode estar prestes a mudar, ou vocês já perceberam que todo mundo que para pra pensar um pouco, também faz a mesma pergunta que eu? Isso pode significar um pequeno passo para uma mudança ou não, uma vez que provavelmente quem faz essa mesma pergunta que eu faz parte de uma elite "pensante"-sim, tem gente que anda tão ocupada que nunca parou para pensar no que a sociedade está virando- da qual eu faço parte, e compõe uma pequena parcela da sociedade? Novamente não sei a resposta, espero encontrá-la próximo ano, no meu curso de psicologia.

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