segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sabe aquela sensação de que precisa de cuidados?Essa mesmo!Aquela inconstância que nos amedronta e nos deixa inquietos. É o vazio que assola as almas nas noites monótonas de chuva, o qual faz as pessoas se debruçarem nos edredons atrás deum aconchego, imaginando que um edredon irá resolver o vazio de seus corações. Iludidos.

Quando é que as pessoas vão perceber que a alma só se preenche com um beijo de mãe quando se dorme, uma reza sincera ao anjo-da-guarda e um amor eterno e raro de se achar? Quando? Até quando as pessoas vão buscar nas outras o que elas tem e não o que elas são? Até quando as pessoas vão ser hipócritas em dizer que estão atrás do ser e não do ter? Até que ponto vale a pena lutar pelo dinheiro? E só pelo dinheiro? Até quando você vai ficar parado esperando que o mundo se curve aos seus pés? Até quando as pessoas irão em busca de um amor por carência e não por uma necessidade de um companheiro?  Até quando vamos só falar e não agir? Até que ponto a ilusão é melhor do que a verdade nua e crua? Até quando vamos ficar cantando "é preciso amar as pessoas como se não houvessem amanhã..." e não vamos amar como se não houvesse amanhã? Até quando vamos dizer "Não diga eu te amo em vão" e não vamos dizer que amamos aqueles que realmente amamos? Até quando a quantidade de incertezas que paira sobre as nossas cabeças serão maiores que as certezas? Até quando?

Responda-me, por favor!  
É só isso que eu te peço, nada a mais nem a menos. 

O milagre que esperei nunca me aconteceu, quem sabe só você pra trazer o que já é meu...



domingo, 23 de maio de 2010

Podemos mais.

Esta palavra esperança, com maiúscula ou sem ela, o melhor é riscá-la do nosso vocabulário. Só os exilados e os desterrados que se conformaram com o desterro e o exílio a devem usar, à falta de melhor. Dá-lhes consolo e alívio. Os não conformados têm outra palavra mais enérgica: vontade.
“Esta palavra esperança”, in Deste Mundo e do Outro, Editorial Caminho, 7.ª ed., P. 153
(Selecção de Diego Mesa)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

chama minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar:






quinta-feira, 13 de maio de 2010

                                          "Durma, medo meu"

          Acordou radiante de felicidade. Tinha tido na noite anterior uma conversa que a deixou animada, disposta a quebrar todas as regras e mudar o certo ou o errado, que seja, o que ela estava fazendo não a satisfazia mais. Precisava urgentemente de um BUM! E teve, mas somente naquela noite. Assim que acordou realmente pra vida viu que tudo não passava de uma felicidade fictícia, portanto, fugaz. A rotina voltou ao normal, as janelas continuavam fechadas, ela continuava gelada por dentro, nada tinha realmente mudado. Porém, diferentemente de antes, ela possuía um desejo de mudar. Se essa mudança vai ocorrer ou não, se vai dar certo ou não, se é certo ou não...não importa, ela tinha que continuar. E continuou.