quarta-feira, 17 de março de 2010

errar, saber, arriscar, conseguir.


"Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
(...)Já conheço as pedras do caminho..."
(Retrato em Branco e preto - Chico Buarque)



 Todos nós sabemos muito bem o que fazer para conseguir os nossos desejos. O que vem ao caso é: já conhecemos os passos dessa estrada, sabemos os erros os quais vamos cometer ao seguirmos por ela, assim como, dos deslizes que irei cometer, do insucesso que vou alcançar, que no final vamos ter noção dos nossos erros e acertos, assim, batemos a cara na parede, machucamos a cabeça, choramos até não querer mais, dizemos que nunca mais vamos cometer o mesmo erro de novo, ficamos dias nos escondendo das pessoas, começamos a próxima etapa de cabeça erguida dizendo que dessa vez vai ser diferente, que não vamos persistir no erro, que dessa vez vai dar certo. Então, começa essa nova etapa, porém, nada muda. Tudo está igual. Os erros que cometemos são os mesmos de sempre. Não nos focamos na nossa força de vontade, parecendo até que não nos lembramos do quanto doeu aquela pancada. Mas, a gente sabe que doeu e muito. Sabemos que se continuarmos a repetir o passado o resultado será o mesmo, o fracasso, o choro, a dor, vergonha, humilhação dessa vez se multiplicarão por dois, três, ou quatro vezes(dependendo da situação de cada um). Sabemos também, que persistir no erro é burrice, como também, que burro, nós não somos. Então, por que insistimos em persistir no erro?
Talvez, porque o medo faz moradia em nós. Acredito que essa seja a resposta mais convincente para isso. Preferimos persistir no erro a arriscar só por que não sabemos o que  nos espera na outra estrada, o medo do incerto toma o lugar da coragem. Bendita prudência egoísta que nada arrisca... Coisa de brasileiro, ser conservador. O brasileiro, realmente, não desiste nunca(de persistir no erro!).
É nessas horas que eu tenho raiva de ser brasileira, se eu fosse americana, japonesa, koreana, finlandesas... Não tinha essa besteira de ser conservadora. Apostaria mais no novo, incerto, brincaria com a sorte, ousaria mais facilmente. Tudo em nome da vitória, em nome da honra. E se a batalha não for vencida, derrotados eles não saem, porque eles perderam hoje... amanhã é outro dia. A luta continua até mesmo quando não há mais chance de vitória, a esperança continua acessa neles no meio da escuridão, porque a honra não os deixa sair da batalha derrotados. E quando saem fracassados, na próxima batalha,  a força de vontade para fazer diferente, mudar para melhorar, de saírem vitoriosos é muito maior do que o medo de perder. Afinal, não há nada mais deprimente do que ser derrotado pelo medo, ou melhor, pela falta de coragem. É humilhante, desprezível, chega a dar nojo...!
É agora que retorno ao início deste texto. Sei muito bem o que fazer e o que não fazer para conseguir, ou não, os meus anseios. Provavelmente, você também sabe. Mas, a questão é porque não usamos essas fórmulas para alcançar nossos objetivos? Por que insistimos no erro? Por que permanecemos nessa estrada que não nos leva caminho nenhum? Que dói cada vez mais que nos machucamos, justamente por sabermos o caminho certo e insistirmos no errado. Porque nos esquecemos do que nos mantém de pé todos os dias de manhã, dos nossos valores, princípios, de levantar pela manhã e dizer a nós mesmos que aquele será um novo dia, do por que você quer aquilo( ou se desprender disto), do quanto faz mal a dor da derrota.  E, ao dormir, também nos esquecemos de fazer um exame de consciência e analisarmos o que foi bom no nosso dia para podermos repetir e do que foi ruim para extrairmos da nossa vida. Todos os dias nos esquecemos de quem somos, porque merecemos gastar o oxigênio da Terra, dos nossos sonhos adormecidos...Se nos lembrássemos de quem somos todos os dias, provavelmente, o novo não nos soaria estranho, uma vez que teríamos coragem de arriscar, coragem vinda de nós mesmos, portanto, com mais força, verdade e vontade, assim, o sucesso seria apenas uma conseqüência( não quero excluir a possibilidade da derrota, ela também existe, e, caso ela aconteça, antes dormir arrependido do que na vontade).

domingo, 7 de março de 2010

Aprender

Definitivamente, estresse foi a palavra que regiu a minha semana. Tudo estava indo bem demais, eu estava esbanjando alegria. Mas, essa semana resolveu quebrar esse apogeu de alegrias e colocar meus pés na realidade. Tudo que eu não queria que acontecesse aconteceu. E, como um terremoto, abalou completamente as minhas estruturas, destruiu a minha base, cortaram minhas pernas sem pena. Contudo, eu precisava disso. Me sinto culpada por sentir tanta alegria, nostalgia, euforia -já que acredito num conceito de felicidade global: ou ela existe para todo mundo, ou ninguém a tem -...enquanto muitos sofrem um verdadeiro avalanche de terremotos sobre as suas vidas. Porém, prefiro ver a vida sobre a ótica de que nada acontece por acaso. Eu precisava rever meus conceitos, meus credos, as promessas que fiz a mim mesma, não as estava cumprindo. Estava fazendo as coisas que mais condeno: sendo controversa, queimando a minha língua. O teatro da vida abriu as portas para que essa fosse a minha vez de aprender, e, se Deus quiser, eu não vou deixar essa chance escapar. Uma chance dessas sempre nos aparece quando nossas pernas são cortadas. Deixar essa oportunidade escapar é tolice. Amanhã pode ser tarde demais para reverter agora, estamos no século XXI, as palavras agora, hoje, presente o regem, assim, deixar para crescer amanhã, ou depois, pode ser tarde demais, talvez, não haja tempo para reverter o caos. Mas, mesmo tarde, ainda é tempo de amadurecer("antes tarde do que nunca"), pode ser que você não possa reverter o quadro, todavida, nunca será tarde para se fazer um novo começo.


 Obrigada, meu Deus, por essa semana estressante, eu aprendi.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pensamentos avulsos

1. Sacrifício? Por que pra se alcançar um sonho eu tenho que deixar algumas prioridades da minha vida de lado? Na minha concepção, isso não se encaixa de forma alguma, inimaginável. Eu quero um sonho, certo? Mas, porque para alcançá-lo eu vou ter que deixar de fazer o que eu acredito como certo? Se for pra alcançar um sonho não sendo fiel ao que eu acredito, deixa de ser sonho e passa a ser meta, o que não é a mesma coisa. Sonho envolve o lado romântico da coisa sabe... valores, princícipios, fé, verdade, vida, destino, felicidade. Meta é algo mecânico, pré-determinado, calculado, frio, desanimado, escolha, não fascinante. O sonho cativa, enobrece as escolhas, ele é quem sorri pra você. Percebe o encanto que ele proporciona? Pronto, espero que sim, se não..finja, só assim vai entender do que eu to falando). Pois bem, se o sonho é romântico, logo se relaciona com amor- o que é indescritível, já que não posso limitar o amor às palavras, elas nunca alcançariam a sua imensidão-. Assim, não envolve o sacrifício de algo, já que eles( o sonho e o amor) se realizam e acontecem, por sí só.

2- Esqueci qual era a outra coisa que se passava pela inha cabeça enquanto escrevia a primeira indignação=problema!

3- Sou fotofóbica, quase um mórcego, já que minha pele também não gosta muito do sol.


4- Como é que uma pessoa escolhe forró universitário(garota safada, aviões,cavaleiros) para escutar em casa, tipo, filosofando com a música? A maioria delas são vazias, só servem pra animar a galera num show
¬¬

5- Que merda que eu escrevi no primeiro tópico! Viagem da porra!

6- Lembrei do que ia escrever no segundo tópico. Faz referência ao meu incômodo quando algumas pessoas me elogiam demais, não sei por que me sinto muitíssimo incomodada. Não me acho à nível de certos elogias, são muito altruístas, parece até que eu sou mulher-maravilha, sendo na verdade, uma pessoa bem longe de algo tido como o ideal. Pode ser frescurite minha, mas me incomoda, entretanto, isso não quer dizer que eu não goste de elogios nem sinta minha auto-estima elevada com eles, mas é porque tudo demais enjoa.

7- "Tudo demais enjoa". Essa frase me define muito. Não gosto de mesmice, comida igual todo dia, todo mundo se vestindo igual, maquiagens iguais, músicas que todo mundo ouve, pessoas iguais. Ou seja, tudo que envolva mesmice, homogeneidade, rotina gera uma verdadeira respulsa à minha pessoa. Isso não quer dizer que eu não anseie por uma sociedade igualitária, correta, justa.

8- Escrever reakmente me faz bem, não sei porque.

9- A música que eu estou escutando agora me lembra um amigo meu quando tá falando da semi-namorada dele e diz: "to apaixonado".  (Só pra saciar a curiosidade de vocês a música é I don´t to know what love is - Mariah Carey)

10- Vou tomar banho que o suor está dando o ar da graça...eca!