sábado, 31 de outubro de 2009


Escuto palavras. Cada uma delas por sí só me dizem algo novo. Não falo do significado dessas palavras. Tô falando do que elas represtam. Notem: nesse caso o significado de uma palavra não é necessariamente o que ela representaA representação dessas palavras me induzem a escrever intuitivamente. Surge uma vontade repentina de vim aqui e gritar pro mundo o que está se passando dentro da minha cabeça.
Imaginem a situação:

eu estou numa sala de aula, o professor falando sobre as obras do vestibular, e eu querendo escrever. Feio né?Deveria estar mais concentrada na aula, afinal, o vestibular tá chegando( yes!!Faltam poucos dias para essa merda acabar), aí eu penso exatamente isso e retorno para a fala do professor. Nisso todas as minhas idéias vão embora, como vento. Uma tristeza me vem. A vontade que eu estava de transpor para um papel, office word, blog, fotolog, twitter, é imensa. Aquela idéia que eu tive, foi somente naquela hora. Agora, ela já não me vem mais na cabeça. Agora bem que eu queria ter uma máquina do tempo que me transplatasse para o momento em que eu estava tendo essas divagações, elas eram tão boas. Vanessa Simões (http://www.verdadeviva.blogspot.com/)  descreve perfeitamente o que eu quero dizer: "Todos os dias uma fotografia nova é tirada pelos meus olhos, e todos os dias eu sinto vontade de escrever sobre essa imagem, mas me falta muito mais que as palavras, inspiração. E eu acabo esperando algo (...) sensacional, fulminante acontecer para eu transformar numa historinha meia-boca, onde parte das emoções que eu sempre pretendo passar acabam sendo perdidas." Pronto, é isso, exatamente isso que eu quero dizer, portanto, está dito. 



Agora sim, vou dormir aliviada.Recebi um bom abraço.




segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tempo, vida, frequência, reflexão.

Ultimamente a frequência com que as coisas ruins vem acontecendo é muito intensa, chega a ultrapassar a da velocidade de luz. Sério mesmo! Estou abismada. É algo fora do normal. Espero que alguma coisa muito boa esteja me esperando no final do ano, uma super coisa boa ( e olhe que nem estou contando com aprovação no vestibular...) porque tá imoral. Fábio..fique em paz! =)
Agora me veio uma pergunta, na cabeça, neste momento, agorinha meu post ia acabar e eu ia me recolher para estudar, mas ai me veio..'talvez não dê tempo', será se vai dar tempo de fazer tudo que pretendemos? Não me refiro ao vestibular e sim, quanto a vida..será? Tomara que sim, e pra todos nós. Talvez Fábio e tantos outros que morreram esses dias já tivessem cumprido a sua missão.
Bom, é isso...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

carta de desabafo-padrão



"Sorte de hoje: Nunca deixe que os seus princípios impeçam você de fazer o que é certo"

De uns tempos pra cá, andei refletindo muito sobre a minha postura diante das situações. Não sei se as atitudes que eu tomo são coerentes, se o que eu faço é consciente, somente que estou seguindo meus impulsos. Talvez, mais tarde, isso me dê bons frutos, ou não. Estou fazendo de tudo para colher coisas boas, mas quando de repente, alguém me recrimina, me aponta um erro. Tenho que mudar tudo de novo. Ou, eu tenho que mudar de ambiente? Provar novos gostos, sabores, e amores? Tenho medo que essa minha fragilidade que eu nunca tive faça com que eu desande. Sempre fui muito forte, determinada, mas agora já não sei se sê-lo.
Hoje minha amiga falou uma coisa que me fez refletir:'você está precisando de alguém que te escute', a princípio relutei, não concordei com ela, mas depois refleti, talvez seja isso mesmo, talvez seja esse o motivo pelo qual eu voltei com a minha mania de blog/fotolog/vício em orkut, por uma necessidade de expressar minhas pretensões, de gritar pro mundo quem eu sou...um momento amostrado da minha vida que nunca tive, sou muito brincalhona, extrovertida, mas nunca ninguém soube das minhas verdades, da minha história, de tudo que já passei, e do nada minha vida vira um livro aberto e passo a contar pra qualquer um os pesares que já vivi e ensinar-lhes as lições que tirei dessas experiências, boas e ruins. Uma necessidade de gritar para que as pessoas me notem como pessoa que é "como um amontoado de nostalgia; mas passa. passa, a eu descubro que além de recordações eu trago fortes pretensões,
trago vontade, trago loucura, trago sede; que além de suspirar eu sei perder o fôlego; que além de sonhar eu sei acreditar; que além que querer, eu posso", uma erupção de sentimentos não-canalizáveis, até porque "nem toda brasileira é bunda" (infelizmente, sim, infelizmente, tenho o biotipo da mulher brasileira).
Neste momento, me deparo com a crônica de Veríssimo "Timidez", onde ele define os extrovertidos e brincalhões como os maiores tímidos, uma vez têm a necessidade de se exibir para esconder suas verdades, sua timidez. Acho que sou exatamente isso.
Ou melhor, refleti..não sou mais isso, meu momento aparício já cessou, já deu o que tinha que dar, falei demais, implorei atenção de quem não faz tanta questão de me ter por perto, preciso me reservar agora, tenho que retornar ao meu baú, e voltar a ser quem eu era, fiz escolhas erradas, atingi os dois extremos na tentativa de ser alguém que eu não era. Agora, ficar no meio-termo é mais inteligente. Chega de atitudes erradas, as consequências dessas escolhas já me castigaram demais, eu já me castiguei demais.
Falei, gritei o que precisava. Acreditas que depois que eu escrevo aqui me sinto bem melhor?
"E EU SUBO BEM ALTO PRA GRITAR QUE É AMOOOR, E EU SUBO DE ESCADA PRA ELEVAR A DOR" (Ana Carolina-Elevador - estou escutando agora)Queria continuar escrevendo, eu gosto disso, mas química, história, matemática, física...argh! Afinal, sou uma VESTIBULANDA, portanto, OREM POR MIM!!!!!!!
PSICOLOGIA UFRN 2010.1(EU VOU CONSEGUIR, SE DEUS QUISER)