sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

carta de amizade.

Mari,
Não sou muito boa com as palavras iguais aos seus livros de literatura, mas espero conseguir exprimir aqui um pouquinho do que é amizade pra mim e tentar agradecer de uma forma não muito eficaz, mas de coração.
O destino quis que eu fosse sua amiga, estou cumprindo meu papel, só isso. Não me agradeça por nada, só estou fazendo a minha parte, só estou fazendo o que todos deveriam fazer quando se dispõe a ser amigos: cuidar, acolher, abraçar, sorrir, brincar, conversar, filosofar sobre o nada, chorar, aprender e crescer junto, apoiar, ser verdadeiro, ser cúmplice, dançar 'é o tchan', olhar nos olhos, escutar, se entregando ao outro da mesma forma como gostariam que se entregassem a você. Se colocar na situação do outro e, assim, compreender e ver os fatos sobre outra perspectiva. Depositar fé no improvável, mesmo que, às vezes, da boca pra fora. Eu realmente estou aqui para o que der e vier aos meus amigos, isso eu não digo da boca pra fora, de forma alguma, todos sabem disso muito bem. Estou cumprindo meus ditos, minhas frases meia-boca, as promessas que fiz a mim mesma. Estou sendo amiga, isto é, estou amando, porque amizade é a mais bela, indiscriminada e incrível forma de amor. Ela não pergunta idade, etnia, sexualidade, vergonha, gosto, tribo, lugar, personalidade...somente se existe afinidade e vontade de amar sem reservas. Por ora, é isso o que eu tenho para dizer por hoje, provavelmente se eu escrevesse isso amanhã não seria com essas palavras, mas, uma certeza eu tenho: o sentimento vai ser o mesmo sempre, a amizade vai ser sempre a mesma. Posso mudar a forma de falar, os gestos, os gostos, os amigos...porém, os meus braços abertos para te acolher nas alegrias e tristezas ainda vão ser os mesmos. Por fim, só te peço um favor: ' – Não faça isso. Nunca se machuque. Nunca mais faça isso. Deixe que os outros vão fazer isso por você.' Eu Amo Você! Tati.