terça-feira, 27 de abril de 2010

Carpe Diem

"Há uma geração, Pinin, que perdeu o entusiasmo de viver. Eles não conseguem encontrar nas esquinas do dia-a-dia o punhado de aventura que é necessário para colorir a vida. Pagam qualquer preço para se envolver numa história que lhes dê a ilusão de fazer parte da História." (- Contardo Calligaris em O Conto do Amor)

Nos dos meus posts eu citei o quanto elogios extremamente altruístas me incomodavam, sendo este comentário fruto de uma fase em que as pessoas andavam me elogiando demais até e eu sempre me perguntei como as elas viam em mim tantas qualidades em meio aos meus fortes defeitos. Agora você se pergunta aonde eu quero chegar com essa baboseira e o que o trecho que eu coloquei acima tem a ver com isso, né? Certo, compreendo perfeitamente a sua pergunta...calma, irei respondê-la.

É o seguinte, eu acabei de ler esse trecho em um blog e fiquei pensando: Cara, eu não sou assim. A grande massa perdeu a vontade de se doar a vida com os dez dedos da mão, preferem a ilusão, uma maquiagem que tem que ser feita todos os dias -por uma estranha necessidade de se explicar a sociedade- a se doar a realidade em preto e branco e, aproveitar os poucos instantes em que podemos 'Desenhar um sol amarelo'. Eu, pelo contrário, prefiro a realidade e 'Se um pedacinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, num instante imagina uma linda gaivota a voar no céu' .

Talvez, muitos me admiram por ser dessa geração sem entusiamos de viver e não querer seguir esse padrão, por saber viver e dar valor a vida.

Então, se você quer viver a vida com todas as letras fique disposto a fazer a diferença e veja belezas não só suas, mas, principalmente, as belezas sutis de todos os dias. Aproveite cada segundo. Chore! Derrame todas as lágrimas possíveis enquanto estiver triste para que no segundo depois o sorriso aflore com todo o fascínio que ele proporciona. Enquanto a maioria chora diante dos fracassos, grite sua indignação. E, perceba alegrias nas tristezas. A sociedade é muito chata, seja um idiota. Você será idiota naquele segundo, enquanto eles serão a vida inteira porque não a aproveitaram como deveria.
Por fim,

"A vida está nos olhos daqueles que sabem ver" (Gabriel Garcia Márquez)

















ADRENALIIINAAAAA, WWOOOOOOOOOOOOW!

terça-feira, 6 de abril de 2010

quem é você no jogo do bicho?

Chega uma hora que a rotina não faz mais sentido. Chega que as surpresas diárias acabam. Chega uma hora que a palavra Permanecer não nos atrai mais. Chega uma hora que que perdemos forças para a realidade e entregamos as cartas. Chega uma hora que os fortes tornam-se fracos. Chega uma hora que nada nos chama atenção, estamos inertes ao mundo. Enfim, coisas que normalmente nos surpreenderiam podem vir à tona e permanecermos indiferentes a tudo isso. Ou seja, estamos anestesiados diante do mesmo. Nada nos incomoda, nada nos acalma, nada nos enobrece, nada nos faz rir ou chorar.
Então, recorremos às religiões ou à ciência, ...a qualquer coisa que nos dê uma solução. O desespero aflora. O comodismo passa a incomodar. Temos consiciência do que fazer, mas nos faltam forças..Mas, novamente chega uma hora, que nada disso consegue nos dá a solução, e aí..Qual é a solução?
Anne Frank em seu diário diz que em meio ao desespero muitos se confortam pensando assim: "Pense em todo o sofrimento que há no mundo e agradeça por não fazer parte dele" Mas, o conselho dela é: "Saia, vá para o campo, aproveite o sol e tudo que a natureza tem para oferecer. Saia e tente recapturar a felicidade que há dentro de você; pense na beleza que há em você e em tudo ao seu redor, e seja feliz."
Confesso, que antes de ler o diário dela, eu pensava sempre na primeira opção. Acreditava que se pensássemos o quanto nosso sofrimento é pequeno diante do mundo, resgataríamos a força pra viver de novo. Porém, descobri que chega uma hora(de novo e novamente) que esse pensamento não nos oferece mais abrigo e temos que recorrer a quem realmente somos, porque não há mandinga, ciência ou religião que nos traga vontade diante da realidade dos que nós mesmos. Agora, retomo ao que foi dito no post anterior, mas agora trago uma nova indagação: será se nós sabemos quem realmente nós somos?


http://www.youtube.com/watch?v=asMu1eDsnGo